Alunos do 4º. Ano C fizeram o SAPO FALANTE…

BIOPIRATARIA

A história da biopirataria na Amazônia começou logo depois do “descobrimento” ou melhor, “encobrimento” dos portugueses em 1500, quando os mesmos roubaram dos povos indígenas da região, o segredo de como extrair um pigmento vermelho do pau-brasil . Hoje, a flora e a fauna do Brasil continuam desaparecendo e a madeira que deu ao Brasil seu nome, está sendo preservada apenas em alguns jardins botânicos.

Os indígenas tinham grande conhecimento sobre a natureza e seus recursos. Porém, a tecnologia da sociedade vem ameaçando os últimos ecossistemas e a diversidade biológica e cultural na terra.

Sabe-se que a evolução é inevitáv el, mas por que não preservar e também utilizar de forma consciente?

O SAPO VERDE

O sapo verde – phyllomedusa bicolor é a maior espécie do gênero da família Hylidae, que ocorre na Amazônia. Podendo ser encontrado em quase todos os países amazônicos como a Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Brasil. Principalmente no período das chuvas, sob árvores próximas aos igarapés. Onde coaxam por toda a noite, anunciando chuva no dia seguinte. Mas, é na madrugada, que são “colhidos” a fim de retirarem sua secreção cutânea (pele), para fazer a “vacina do sapo”.

USO TRADICIONAL

Tomar a vacina do sapo é uma prática antiga de fins medicinais, muito fundida entre os povos indígenas do Brasil e do Peru. A maior finalidade é “tirar a panema”, ou seja, afastar a má sorte na caça e com as mulheres. Existem variações nos rituais e nomes dados ao sapo verde. Na história antiga dos Kaxinawá, o sapo kampu (nome utilizado pelo povo K axinawá), era o chefe do “nixi pëi”, bebida preparada com o cipó Banisteriopsis caapi. A vacina do sapo é considerado um remédio para muitos males pelas populações tradicionais do vale do Juruá, curando desde amarelão até dores em geral.

Hoje, a vacina do sapo é utilizada também por seringueiros e vem sendo aplicada por alguns curandeiros nas cidades de Cruzeiro do Sul/AC e Rio Branco/AC.

Até os sapos são desrespeitados. É muito importante descobrir a cura das doenças e a ciência médica precisa evoluir, mas será que tudo o que é retirado do nosso país é controlado e respeitado? Será que a fauna e a flora estão sendo preservadas e amparadas para que tudo não entre na temível extinção – tão falada, mas pouco reparada?

O Brasil ainda é o paraíso da diversidade. Mas até quando? Será que os brasileiros estão esperando tudo acabar para então se arrepender ou buscar soluções?

A educação tem um papel importantíssimo na luta por um Brasil reconst ituído e preservado. O que você estuda e aprende hoje, poderá fazer a diferença amanhã. Pense nisto e cultive o amor pelo lugar que chamamos pátria, casa, lar. O nome Brasil já é tão sugestivo – nasceu do extrativismo predatório. Não seja você também aquele que “encobrirá” o nosso querido Brasil.

O nosso SAPO FALANTE está falando com você: SOCORRO! AJUDE-ME A SER PRESERVADO!

Foi muito legal fazer o sapo com vocês garotada! Ficou um show!

Beijão da professora Adriana.

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